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Review do Samsung Galaxy Z Fold 8: compacto, versátil e empolgante

Redação Recifes
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Review do Samsung Galaxy Z Fold 8: compacto, versátil e empolgante

Celulares dobráveis estão no mercado há algum tempo. A Samsung, por exemplo, acabou de lançar a oitava geração da sua linha de smartphones flexíveis. Mas, até o momento, eles não conseguiram ser mais do que um objeto curioso: um celular que, ao mesmo tempo que faz quase tudo igual aos outros, tenta algumas poucas coisas diferentes, como um pouco mais de espaço de tela quando o usuário precisa.

O Samsung Galaxy Z Fold 8, que chegou às lojas brasileiras em agosto, é um dobrável que tenta ser ainda mais diferente do que os outros. Com um formato que lembra um passaporte, ele é compacto quando fechado e, quando aberto, parece um livro pequeno e fácil de segurar.

O Olhar Digital teve a oportunidade de testar uma unidade do aparelho ao longo das últimas semanas e conta para você tudo o que achou dele. Spoiler: este é um dos celulares mais empolgantes lançados nos últimos anos, embora ainda seja restrito a quem tem muito dinheiro e está disposto a pagar por um pouco mais de experimentação. Confira:

Samsung Galaxy Z Fold 8: ficha técnica

  • Telas: interna dobrável de 7,6 polegadas (2448 x 1848 pixels, Dynamic LTPO AMOLED 2X, 120 Hz, 3.000 nits) e externa de 5,5 polegadas (1248 x 1972 pixels, 120 Hz, formato amplo tipo passaporte).
  • Processador: Qualcomm Snapdragon 8 Elite Gen 5 (3 nm).
  • Armazenamento e RAM: 12 GB com opções de 256 GB, 512 GB ou 1 TB de espaço interno (sem suporte a cartão de memória).
  • Câmeras: traseira principal de 50 MP (f/1.8, OIS) e ultra-wide de 50 MP (f/1.9); frontais de 10 MP na tela externa e 10 MP na tela interna.
  • Bateria e carregamento: 4.800 mAh, carregamento com fio de 45W, sem fio de 20W e reverso de 4.5W.

Como o Galaxy Z Fold 8 é

O Galaxy Z Fold 8 é um smartphone bastante diferente do que estamos acostumados a ver — e não apenas por ser um aparelho dobrável. Mesmo em comparação a outros celulares com telas flexíveis, ele adotou um design completamente novo.

Ao pegar o aparelho na mão, o formato lembra bastante o de um passaporte. Quando aberto, ele parece um pequeno livro e fica com uma espessura muito fina. Fechado, ele assume proporções parecidas com as de um celular comum e compacto, o que deixa a pegada bem mais firme e natural no dia a dia.

Quando dizemos que ele lembra um celular compacto quando fechado, é por causa do tamanho da sua tela externa: com 5,5 polegadas, ela não só é consideravelmente menor do que a média dos celulares da atualidade (que, em seus modelos menores, ainda têm mais de 6 polegadas), como também vem em proporção diferente. Em vez dos 16:9 que encontramos por aí, aqui temos um display em 16:10.

Com esse tamanho reduzido, o Galaxy Z Fold 8 é um celular pequeno quando fechado, cabendo em qualquer bolso, e ainda podendo ser usado apenas com uma mão sem dificuldades — nada de sofrer para esticar o dedo até o topo da tela, como ocorre em modelos maiores.

E, se você precisar de mais espaço de tela, a solução está dentro dele: abra o dispositivo para encontrar um display de 7,6 polegadas, um pouco menor do que um tablet pequeno, mas também em proporção diferente do que estamos acostumados a ver. Aqui, temos uma tela no formato 4:3, como eram as TVs antigas.

O que isso significa na prática é que o Galaxy Z Fold 8, quando aberto, é leve, fácil de segurar, e com espaço de sobra para abrir dois aplicativos de uma vez sem que nenhuma informação seja espremida para caber na tela. Ele é menor do que tablets pequenos, mas maior do que um Kindle — uma comparação que faz mais sentido do que parece, já que este smartphone tem um formato excelente para leitura.

Como é de costume em celulares dobráveis, a tela flexível apresenta um vinco na região da dobradiça, um pequeno desnível bem onde a tela dobra e que é até visualmente perceptível, embora não chegue a incomodar durante o uso. Se você passar o dedo pelo display, vai sentir o momento em que seu dedo afunda um pouco por causa desse vinco.

Os dois visores oferecem imagens nítidas, cores bem vivas e uma movimentação de tela muito suave ao rolar páginas, com qualidade visual que agrada bastante em qualquer ambiente.

Usando o Galaxy Z Fold 8

Com o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 e 12 GB de RAM, o Galaxy Z Fold 8 voa. Estamos falando de um aparelho com desempenho de ponta, que lida muito bem com multitarefa, aguenta jogos pesados sem engasgos e permite até realizar tarefas exigentes, como edição de vídeo e muito mais.

Mas desempenho de ponta não é exclusividade deste modelo, e o que o torna tão diferente — e interessante — é o seu formato diferente.

Inicie um aplicativo com o smartphone fechado. Abra o aparelho. O aplicativo continuará rodando, mas agora com um formato mais parecido com uma versão dele para tablets do que para smartphones (isso, claro, contando que o app tenha esse modo tablet). Esse é um bom resumo do que é mexer no Galaxy Z Fold 8, um smartphone que é um celular quando você precisa, e um tablet quando você quer mais espaço.

Sim, outros dobráveis fazem o mesmo, e a própria linha Galaxy Z Fold da Samsung é assim desde o começo. Mas a diferença no tamanho e o formato tornam a experiência de uso completamente diferente, e muito mais agradável do que em outros modelos.

Acessando apps, redes sociais e mais

O Galaxy Z Fold 8 é um smartphone incrível para ler artigos na internet, livros, arquivos PDF ou até quadrinhos, muito por causa da sua tela na proporção 4:3 (ou 3:4, dependendo de como você segurar). Ele é leve e agradável de carregar, não dá a impressão de ser frágil e não incomoda as mãos, mesmo depois de segurá-lo por muito tempo.

O único detalhe que pode desagradar um pouco é a câmera da tela interna, que fica em um buraco na parte superior e, em alguns casos, pode ficar em cima de um botão em um aplicativo. Ou, no caso de um vídeo no formato 4:3, uma parte da imagem acaba sendo cortada pelo espaço da câmera. Nada que impeça o uso, mas, de qualquer forma, pode incomodar.

Câmeras

Já que falamos de câmeras, o Galaxy Z Fold 8 tem duas câmeras frontais, sendo uma em cada tela, e ambas com 10 MP. São boas o suficiente para videochamadas e selfies rápidas, mas já vimos muitos smartphones com câmeras melhores para isso.

Na traseira, o conjunto conta com dois sensores de 50 MP, sendo um deles ultra-wide. Como é de se esperar em smartphones Samsung, são câmeras de alta qualidade, oferecendo imagens nítidas, com cores bonitas e bom equilíbrio entre luz e sombra, servindo muito bem para registros em viagens e conteúdo para redes sociais.

Um detalhe é que, com o smartphone fechado, usar a câmera traseira é simples e fácil, já que é basicamente igual a outros celulares. Com ele aberto é um pouco diferente. Até para aguentar o peso do aparelho, sua mão pode ficar algumas vezes em frente às lentes. Então é algo a ser levado em consideração: se você quiser aproveitar a tela interna maior para visualizar melhor a foto que vai ser tirada, talvez precise também reposicionar sua mão para não cobrir as lentes.

Bateria e carregamento

Se a bateria de 4.800 mAh pode não impressionar muito no papel, na prática ela dá muito bem conta do recado, aguentando uso moderado por mais de um dia.

Não é o tipo de smartphone que você precisará carregar sempre, mas também não é daqueles que aguentam dias longe da tomada: ele cumpre muito bem o que se espera de um celular em 2026, mesmo vindo com bateria menor do que a encontrada em outros aparelhos.

Ele tem suporte a recarga sem fio, e também acompanha o carregador de 45 W na caixa, o que é uma excelente notícia para quem quer manter o aparelho o menor tempo possível ligado à tomada.

Conclusão

Com um formato completamente diferente do que estamos acostumados a ver, o Galaxy Z Fold 8 mostra que ainda há o que mudar nos smartphones. Após mais de uma década com tantos aparelhos parecidos, com designs quase idênticos, funcionalidades iguais e mudanças apenas em especificações técnicas, o novo dobrável da Samsung oferece um novo tipo de experiência que funciona muito bem. Ele é leve e versátil: pode ser compacto quando você precisa, e também oferece amplo espaço de tela para tarefas mais exigentes, quando for necessário.

Se o Galaxy Z Fold 8 der alguma ideia do que será o amanhã dos smartphones, podemos dizer que caminhamos para um futuro empolgante. O problema é o presente: este ainda é um celular extremamente caro (custa mais de R$ 12 mil, considerando o preço de lançamento), e nada indica que dobráveis se tornarão mais baratos a curto prazo, o que faz com que ele seja extremamente restrito a algumas pessoas com bastante dinheiro e vontade de experimentar.

Claro, ainda há o que melhorar: as câmeras poderiam ser um pouco mais potentes, e a posição do sensor interno pode incomodar durante o uso de alguns aplicativos. Mas uma coisa é certa: o Galaxy Z Fold 8 é um dos celulares mais empolgantes que vimos em algum tempo, e vai ser difícil voltar a um aparelho convencional depois de experimentá-lo.

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Artigo originalmente publicado em olhardigital.com.br
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